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Saúde da mulher12 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Meu ultrassom deu normal, mas eu sinto dor

Um exame sem alterações não descarta endometriose. Entenda a diferença entre o ultrassom de rotina e o exame com preparo, e por que a experiência de quem examina faz diferença.

Você sente cólicas que atrapalham o seu mês. Fez um ultrassom, ouviu que estava tudo normal, e saiu com a dor intacta e uma dúvida nova: será que é impressão minha?

Não é. E um exame sem alterações não significa que não há nada a encontrar.

Um ultrassom de rotina não foi feito para essa pergunta

O ultrassom transvaginal de rotina avalia bem o útero e os ovários. Ele identifica com clareza um endometrioma, o cisto de endometriose que se forma no ovário.

O que ele não alcança com a mesma facilidade são os focos fora dos ovários — atrás do útero, no intestino, na bexiga, nos ligamentos. Essas áreas exigem uma preparação específica e um exame conduzido com outro objetivo.

O exame com preparo intestinal

Existe um ultrassom transvaginal feito especificamente para investigar endometriose, com preparo do intestino antes. O preparo existe por uma razão prática: com o intestino livre, é possível avaliar as paredes e as áreas atrás do útero, que ficariam encobertas.

A FEBRASGO reconhece esse exame e a ressonância com protocolo específico como os principais métodos de imagem para a detecção e o estadiamento da endometriose.

Por que quem examina importa

Há um ponto que a própria FEBRASGO faz questão de registrar: esses exames devem ser realizados por profissionais com experiência.

Não é uma formalidade. Diferente de um exame de sangue, cujo resultado independe de quem coleta, o ultrassom depende de quem está com o transdutor na mão — de onde essa pessoa procura, quanto tempo dedica, o que ela reconhece quando vê.

  • O exame de rotina e o exame para endometriose têm objetivos diferentes
  • O preparo intestinal muda o que é possível enxergar
  • A experiência de quem conduz influencia o resultado

Preciso repetir o exame que já fiz?

Não necessariamente. Vale levar o laudo ao seu ginecologista e contar que a dor continua. É ele quem vai avaliar se a próxima etapa é um exame direcionado.

O preparo é desconfortável?

Ele exige alguma organização no dia anterior, e as orientações são enviadas com antecedência para que você possa se planejar. Qualquer dúvida sobre como fazer, pode perguntar antes.

O que fica

Dor que atrapalha a sua vida merece investigação. Se você já ouviu que está tudo normal e a dor permanece, isso não encerra o assunto — significa que a próxima pergunta ainda não foi feita.

Estamos aqui para ouvir e esclarecer o que estiver ao nosso alcance.

Revisão técnica

Dra. Cinthia Manzano Menegatti · Ginecologia e Obstetrícia
CRM/SC 16686 · RQE 16792

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